Não,
ele não era
um cão imbecil.
Altivo,
como um imperador.
Encardido,
como qualquer um que já viveu.
Patas e pêlos
molhados,
encharcados de espera.
Aquele cão,
meio mini-ovelha,
aguardava a decisão
sábia ou não,
do seu pastor moderno.
Sentados,
pastor e ovelha
apenas aguardavam.
sábado, 15 de novembro de 2008
VOCÊ
Veludo vermelho
no Simbolismo.
Meu Dorian Gray
viciante
e vicioso.
Você,
e minha vontade
de te lamber.
Entre nós,
um difícil
gramado
e o medo
do não ter...
o que dizer?
Beleza aguda
demais.
Perfume doce,
demolidor de boas intenções.
Cerveja e cigarro
numa só
boca.
Abraço sem fala
coração na boca.
O que digo?
Prensar-te-ei
na parede
e na cama
ricas
do teu quarto.
Puta-que-lá-merda,
o que eu faço?
Palavras chulas,
quando a gina for.
O meu reflexo,
o teu reflexo
no papel laminado imitador de espelho.
Na tua forma,
o meu amor!
no Simbolismo.
Meu Dorian Gray
viciante
e vicioso.
Você,
e minha vontade
de te lamber.
Entre nós,
um difícil
gramado
e o medo
do não ter...
o que dizer?
Beleza aguda
demais.
Perfume doce,
demolidor de boas intenções.
Cerveja e cigarro
numa só
boca.
Abraço sem fala
coração na boca.
O que digo?
Prensar-te-ei
na parede
e na cama
ricas
do teu quarto.
Puta-que-lá-merda,
o que eu faço?
Palavras chulas,
quando a gina for.
O meu reflexo,
o teu reflexo
no papel laminado imitador de espelho.
Na tua forma,
o meu amor!
terça-feira, 11 de novembro de 2008
VELHICE
VOVÔ E VÔVO
VÃO.
O "V"
É VISTO
NO ENVOLVIMENTO DAS MÃOS.
VIZINHOS DE VIDA.
VÍCIOS,
VIRTUDES,
COSTAS CURVADAS
VARAS DE BAMBU
PELO VENTO VITAL
VIRADAS
A VIDA
BOA
VOA.
GAIVOTA NOVA,
NO VENTO,
FICA LOGO VELHA
VÊ,
X,Y
ZÁS!
ATROZ,
O ALBATROZ DO TEMPO
PESCA-ME,
DIA-A-DIA,
COM SEU BICO
FINO E NEGRO.
VÃO.
O "V"
É VISTO
NO ENVOLVIMENTO DAS MÃOS.
VIZINHOS DE VIDA.
VÍCIOS,
VIRTUDES,
COSTAS CURVADAS
VARAS DE BAMBU
PELO VENTO VITAL
VIRADAS
A VIDA
BOA
VOA.
GAIVOTA NOVA,
NO VENTO,
FICA LOGO VELHA
VÊ,
X,Y
ZÁS!
ATROZ,
O ALBATROZ DO TEMPO
PESCA-ME,
DIA-A-DIA,
COM SEU BICO
FINO E NEGRO.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
uns olhos
E a pequena criatura fitou-me com seus olhos essencialmente bons. Não desviou seus negros brilhantes dos meus olhos, e depois sorriu um sorriso quase sem dentes,rodeado por uns lábiozinhos sujos de chantilly e salada de frutas. Um olhar sincero e puro, porque muito lá de dentro.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
o simples de leminski
Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
e as estrelas lá no céu,
lembram letras no papel,
quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Como já dizia uma pixação, sábia, pelo que agora conheço deste ser, obrigada leminski.
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descobertas leminskianas
terça-feira, 15 de julho de 2008
Me dë grandeza e um pouco de coragem!
A cor do sangue; sempre boa pra descrever, pra ilustrar as nossas coisas internas... Boa pra ilustrar tudo aquilo que de fato é vermelho (de novo o Cazuza( na verdade o Luís Melodia: amor, a tua boca é vermelha!).
Caralho(o palavrao é muito próprio aqui, pois vem de uma alma hoje muito inquieta e raivosa), é tao difícil assim, olhar nos olhos e dizer a que o coracao veio? MÚSCULO SEMPRE SUBMETIDO A INTENSAS PULSACOES; MÚSCULO SUBMETIDO, E POR MAIS MACHUCADO QUE ESTEJA, SEMPRE SUBMET'ÍVEL!
Caralho(o palavrao é muito próprio aqui, pois vem de uma alma hoje muito inquieta e raivosa), é tao difícil assim, olhar nos olhos e dizer a que o coracao veio? MÚSCULO SEMPRE SUBMETIDO A INTENSAS PULSACOES; MÚSCULO SUBMETIDO, E POR MAIS MACHUCADO QUE ESTEJA, SEMPRE SUBMET'ÍVEL!
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Pontiaguda.
O artista.
O artista não gosta de quantias vultuosas,
De porções e mais porções de amigos numéricos,
vendidos em baciadas,
em todas as esquinas.
O artista da vida,
não é genérico.
É antes, cidadão homérico,
visto que cada dia é pra ele,
é pra mim,
batalha épica das entranhas.
Ouça o galope da vida:
É quase a chegada de um cavalo-de-Tróia por dia.
Na imensidão da vida, sou um artista-Ulisses;
Mas fico muito bem, pois me reconhece,
mais de um cão de olhos brilhantes.
Mais que um sabe das minhas cicatrizes.
Mais que um, mas menos do que muitos!
O artista da vida,
é o diferente,
é o que nunca se compreende inteiramente,
é o incomodado que não se retira da mesa,
já que afinal,
a mesa está posta.
O artista da vida,
que cria sempre um tudo,
daquilo que os outros julgam pó,
julgam nada,
é feito ostra machucada produzindo pérola.
É ser que é belo,
da machucadura que carrega,
incessantemente.
A machucadura que não fecha e faz viver!
Dedicado à Rubem Alves.
O artista não gosta de quantias vultuosas,
De porções e mais porções de amigos numéricos,
vendidos em baciadas,
em todas as esquinas.
O artista da vida,
não é genérico.
É antes, cidadão homérico,
visto que cada dia é pra ele,
é pra mim,
batalha épica das entranhas.
Ouça o galope da vida:
É quase a chegada de um cavalo-de-Tróia por dia.
Na imensidão da vida, sou um artista-Ulisses;
Mas fico muito bem, pois me reconhece,
mais de um cão de olhos brilhantes.
Mais que um sabe das minhas cicatrizes.
Mais que um, mas menos do que muitos!
O artista da vida,
é o diferente,
é o que nunca se compreende inteiramente,
é o incomodado que não se retira da mesa,
já que afinal,
a mesa está posta.
O artista da vida,
que cria sempre um tudo,
daquilo que os outros julgam pó,
julgam nada,
é feito ostra machucada produzindo pérola.
É ser que é belo,
da machucadura que carrega,
incessantemente.
A machucadura que não fecha e faz viver!
Dedicado à Rubem Alves.
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